quinta-feira, 16 de abril de 2015

DIA MUNDIAL DA VOZ - Profissionais da Educação






O professor foi escolhido como objeto da pesquisa, porquanto seja sujeito do processo escolar e sujeito das circunstâncias de trabalho que, de certa forma, o impossibilitam de cuidar da saúde física e mental. Por isso, é de fundamental importância aprofundar estudos sobre os males que podem acometer a saúde vocal deste profissional.
Os profissionais de educação, em destaque os professores, enfrentam vários problemas de saúde, em especial a disfonia, objeto dessa pesquisa.
Disfonia é qualquer alteração da voz decorrente de um distúrbio funcional ou orgânico do trato vocal, podendo expressar-se por vários sintomas: cansaço ou esforço ao falar, rouquidão, pigarro ou tosse persistente, sensação de aperto ou peso na garganta, falhas na voz, falta de ar para falar, afonia, ardência ou queimação na garganta, dentre outros. O professor disfônico apresenta além de uma série de sinais e sintomas relacionados ao próprio problema de voz, importantes limitações no desenvolvimento de seu trabalho.


Como conseqüências da disfonia para o docente, citam-se: redução de atividades ou interações sociais e perda de dias de trabalho; dificuldades em sua comunicação e vida social, além de problemas emocionais e psicológicos como direta de sua disfonia; interferências negativas no desempenho do seu trabalho, expressas por dificuldades na aprendizagem dos alunos; necessidade de "poupar a voz" na sala de aula. (JARDIM, 2006, p. 128).


A disfonia no docente acarreta uma série de prejuízos ao desempenho de sua função, destacando a redução da produtividade e baixo rendimento educacional devido aos problemas emocionais e psicológicos que a mesma acarreta. Como a voz é a principal ferramenta de trabalho do professor, exige-se um cuidado especial, pois quando afetada, compromete todo o seu desempenho.
"A prevalência de problemas vocais nos professores contribui para o estresse de forma geral associado ao trabalho" (Ibidem, 2006, p. 130). Acredita-se, portanto, que o desgaste do docente é conseqüência de um sistema educacional precário, no qual o professor tem pouco tempo para cuidar da saúde, não se alimenta adequadamente e é muito exigido em sala de aula. Este profissional trabalha mais do que deveria, leva serviço para casa quando deveria descansar, relaxar das obrigações com passeios e atividades constantes.


A maioria dos professores realiza uma jornada extensa de trabalho, impondo a sua voz, principal ferramenta para o exercício ocupacional, uma sobrecarga importante. Trazem consigo, relatos sobre as condições ambientais e recursos materiais que prejudicam sua atuação. Desconhecem os cuidados que devem ter com a alimentação, o sono, as vestimentas e recursos vocais que o auxiliarão na manutenção da boa qualidade vocal. (FERREIRA, 2002, p. 37).


Não falta iniciativa dos professores em se cuidar, o que falta é tempo e condições favoráveis para fazê-lo. Algumas instituições de ensino exigem a reposição de aulas quando há o afastamento do professor, por breve período. Esse fato inibe alguns professores de buscar tratamento para problemas de saúde que vão se agravando com o passar do tempo. É importante que o professor tenha um acompanhamento especializado para dispor de boa saúde a fim de não prejudicar seu desempenho diante de suas inúmeras funções no processo educacional.

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