segunda-feira, 28 de julho de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Neste dia, 25 de julho de 2014, os professores do Colégio Estadual Sananduva estiveram em curso de formação na UPF.
No período da manhã o tema foi Interdisciplinaridade com a Professora Luciane Bordignon. O estudo do tema nos deu vários apontamentos sobre dúvidas na realização do projeto em nossa escola.
No período da tarde o tema abordado foi Avaliação Emancipatória trabalhado pela Professora Ionara Soveral Scalabrin. O tema debatido veio veio esclarecer parte de muitas dúvidas sobre avaliação.
Encerramos a Semana de Formação do Colégio Estadual.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
Semana de Formação
Iniciou na manhã de segunda-feira( 21/07/14) a semana de formação dos professores
do Colégio Estadual de Sananduva.
Vários temas serão estudados pelos professores e direção para que a qualidade do ensino se aperfeiçoe cada vez mais em nossa Escola.
Boa Semana para Nós!
sexta-feira, 18 de julho de 2014
O Fenômeno El Niño
O FENÔMENO CLIMÁTICO EL NIÑO
Meteorologistas do mundo inteiro já anunciaram que o ano de dois mil e
quatorze estará sob influência do EL NIÑO, alertando sobre os efeitos negativos
que o mesmo pode causar no planeta.
O EL NIÑO é um fenômeno climático de caráter
atmosférico-oceânico em que ocorre o aquecimento anormal das águas superficiais
do Oceano Pacífico.
Estudos
paleoclimáticos, históricos, arqueológicos e de relatos de navegadores apontam
que o fenômeno ocorre a mais de duzentos anos. Estes apontamentos envolvem
mudança na força dos ventos, transformação na quantidade e intensidade das
chuvas, secas, enchentes, atividade pesqueira e produção agrícola.
Não há
uma única teoria que defina a origem deste fenômeno. Existem várias hipóteses
como ciclos solares, erupções vulcânicas, acúmulo sazonal de águas quentes no
Oceano Pacífico e queda de temperatura na Ásia Central.
Para
compreender como ocorre o EL NIÑO deve-se entender o que é pressão atmosférica
alta e baixa pressão. A pressão atmosférica alta pode ser definida como uma
camada de ar frio e denso que se dirige em direção à superfície, movimento de
subsidência (descida) de ar frio. Esse movimento promove o deslocamenro dos
ventos em direção às zonas de baixa pressão, onde o ar é mais quente e menos
denso e tende a sofrer ascendência (subida) contribuindo para a formação dos
ventos alísios.
Em um
ciclo normal, os ventos alísios sopram sentido leste-oeste, originando um
excesso de água no Pacífico Ocidental, de tal modo que a superfície do mar é
meio metro mais alto na costa da Indonésia do que no Equador. Isso provoca
ressurgência das águas profundas, mais frias e carregadas de nutrientes na
costa ocidental da América do Sul, que alimenta o sistema marinho.
Quando o
clima está sob atuação do EL NIÑO, que ocorre entre dois a sete anos, com uma
média de três a quatro anos, os ventos alísios sopram com menos força ( os
cientistas ainda não sabem o motivo) em todo o centro do Oceano Pacífico, resultando
numa diminuição da ressurgência de águas profundas e na acumulação de água mais
quente que o normal na costa oeste da América do Sul.
O clima
do planeta sofre mudanças. Ocorre alteração da distribuição do calor em
diversas localidades da Oceânia, em especial na Austrália. Em algumas ilhas do
Pacífico, além de países do sudeste asiático como Indonésia e Índia, os verões
geralmente úmidos acabam tendo uma redução na quantidade de chuvas. No litoral
da América do Sul e da América do Norte ocorre um aumento de temperatura e,
especialmente nos meses de verão, há um aumento de chuvas e enchentes. Para
áreas pesqueiras do Pacífico Leste, como Peru, Chile e Canadá o EL NIÑO pode
ser dramático, diminuindo a quantidade de peixes.
No
Brasil, as regiões norte e nordeste são afetadas pela ocorrência de seca, mais
severa no nordeste. A região centro-oeste não apresenta efeitos evidentes na
mudança do padrão das chuvas, mas há uma tendência de aumento destas no sul do
Mato Grosso do Sul. No sudeste há aumento sutil das temperaturas médias,
diminuindo a incidência de geadas. E por fim, a região sul que tem excesso de
chuvas.
Em
relação à região sul, em ano de atuação deste fenômeno, as chuvas que caíram no
final do outono e no início do inverno neste ano seriam consequência do
fenômeno EL NIÑO?
Os
meteorologistas são cautelosos e consideram cedo para dizer. O período de
duração do fenômeno varia entre dez a dezoito meses e duas épocas do ano são
mais afetadas: a primavera e começo do verão ( outubro, novembro e dezembro) no
ano inicial do evento e final de outono e começo do inverno ( abril, maio e
junho) no ano seguinte ao evento. Então, considera-se que o EL NIÑO neste
período das chuvas estivesse em formação, mas lembram que nenhum fenômeno é igual
ao outro. Analisam a possibilidade de uma intensificação de alta pressão do
Atlântico que impediram as frentes frias de chegarem no sudeste, ficando
concentradas na região.
Se as
chuvas que caíram na região sul não foram ocasionadas pelo EL NIÑO, surge uma
preocupação ainda maior para o período de pico do mesmo neste ano que será na
primavera e verão. Quando as chuvas chegarem encontrarão os solos já
encharcados podendo ocasionar prejuízos ainda maiores dos que causados pelas
chuvas que caíram no final de outono e início do inverno.
Com o
episódio das chuvas, citado acima, fica evidente o despreparo e a falta de
projetos de prevenção da região sul para enfrentar as consequências do aumento
da pluviosidade, principalmente em áreas predestinadas ao alagamento, bem como
a fragilidade das rodovias e para as consequências no setor econômico.
Fenômenos climáticos, terremotos, vulcões, tornados, cada um em seu
tempo de atuação mostra que a natureza sempre está atuando e se transformando,
e , o homem com toda a tecnologia que criou nem sempre consegue prever,
decifrar e controlar a ação da mesma.
MARIVETE
PICININ GUSSO
PROFESSORA DE GEOGRAFIA
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